Cadela que morreu em acidente de trânsito com família na BR-163 é cremada na Capital


A cadela de estimação de raça Fox Paulistinha, batizada como Lola, que perdeu a vida em uma colisão rodoviária no início desta semana, passou pelo processo de cremação neste sábado (12). O animal estava no mesmo veículo em que viajavam o tutor, de 42 anos, e suas duas filhas, de 11 e 15 anos, que também não resistiram aos impactos da colisão.

O acidente ocorreu na manhã da última segunda-feira (7), na rodovia BR-163, na região de São Gabriel do Oeste. Conforme os levantamentos sobre o caso, a caminhonete em que a família e o pet estavam colidiu contra um caminhão de carga durante o trajeto entre as cidades de Bela Vista e Campo Grande. O condutor e a filha mais velha faleceram ainda no trecho da rodovia, enquanto a filha menor chegou a receber atendimento médico antes de vir a óbito.

As homenagens fúnebres ao animal ocorreram de forma conjunta às da família no município de Bela Vista. Lola foi acomodada em uma urna funerária própria para animais e permaneceu no mesmo espaço onde foram velados os três ocupantes do veículo. Após as cerimônias de despedida na cidade do interior, o corpo do animal foi transportado até a capital sul-mato-grossense, onde uma empresa especializada em serviços funerários pets realizou a cremação sem custos para os familiares.

A viagem tinha como destino final a capital do estado, onde o grupo participaria do velório de um familiar.

Debate sobre Legislação para Sepultamento Pet

O caso trouxe novamente à tona as discussões sobre o descarte e sepultamento de animais no Estado. Atualmente, a legislação de Mato Grosso do Sul proíbe o enterro de animais em cemitérios convencionais por razões de vigilância sanitária e controle ambiental.

No entanto, tramita no Poder Legislativo estadual uma proposta de lei que visa regulamentar a concessão de espaços para o sepultamento conjunto de tutores e animais domésticos em jazigos familiares. A proposta exige a comprovação do óbito por meio de laudo médico-veterinário e o cumprimento de normas técnicas de acondicionamento para evitar o risco de contaminação do solo e do lençol freático. O texto segue sob análise da comissão responsável pela verificação de constitucionalidade e legalidade na Assembleia Legislativa.

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