Brasil e Bolívia reforçam cooperação contra crime organizado e ampliam acordos bilaterais

Os governos do Brasil e da Bolívia firmaram, nesta segunda-feira (16), um acordo de cooperação para intensificar o combate ao crime organizado nas regiões de fronteira. A assinatura ocorreu durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente boliviano Rodrigo Paz, no Palácio do Planalto, em Brasília.

O entendimento prevê maior integração entre os dois países nas ações de prevenção, investigação e repressão a crimes como tráfico de drogas e de pessoas, contrabando, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, crimes ambientais e delitos cibernéticos.

Durante a cerimônia, Lula destacou a importância da atuação conjunta no enfrentamento às organizações criminosas que operam em ambos os territórios. “Brasil e Bolívia estão unidos na preocupação com a segurança pública. O acordo renova nosso compromisso com o combate ao crime organizado dos dois lados da fronteira”, afirmou.

Além do acordo na área de segurança, ministros dos dois governos formalizaram outros dois instrumentos de cooperação: um voltado ao fortalecimento do turismo, com foco na promoção e qualificação do setor, e outro para a interconexão energética entre os países, prevendo a construção de linhas de transmissão entre a região de Santa Cruz, na Bolívia, e o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

Os presidentes também discutiram a ampliação da integração logística, incluindo projetos de rotas bioceânicas e o uso de hidrovias para facilitar o escoamento da produção boliviana até o Oceano Atlântico.

No campo político, Lula defendeu a cooperação regional como uma necessidade estratégica, independente de alinhamentos ideológicos, e reiterou apoio à integração da Bolívia ao Mercosul. Segundo ele, o fortalecimento do bloco é essencial diante do cenário global de instabilidade econômica.

Rodrigo Paz, por sua vez, enfatizou a importância do diálogo e da cooperação entre os países. Em seu discurso, afirmou que a relação bilateral deve ser guiada pela parceria e não por divisões ideológicas, destacando que a Bolívia optou por caminhos democráticos para definir seu futuro.

O acordo representa mais um passo na consolidação da cooperação entre Brasil e Bolívia, com foco na segurança, no desenvolvimento econômico e na integração regional.

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