Beto Pereira “Bolsonarista Raiz” vota contra Reforma Tributária, contrariando Riedel

| Créditos: Montagem/Correio do Estado

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Campo Grande, Beto Pereira (PSDB), adotou uma postura "bolsonarista raiz" ao votar contra a proposta de regulamentação da reforma tributária, contrariando a orientação do governador Eduardo Riedel. Além de Pereira, os deputados Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, ambos do PL, também votaram contra o texto.

A decisão de Pereira alinha-se com a ala mais radical da "bancada bolsonarista" e coincide com o apoio do PL ao seu nome para a disputa pela prefeitura de Campo Grande. 

O texto da reforma tributária foi aprovado por 336 votos favoráveis, 142 contrários e duas abstenções. O deputado Luiz Ovando (PP), que geralmente se opõe às propostas do governo Lula, votou a favor da regulamentação. A mudança de posição de Ovando ocorreu após a "rasteira" da cúpula tucana na prefeita Adriane Lopes, também do PP.

Os deputados tucanos Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende votaram a favor da proposta, alinhando-se ao governador Riedel. Os petistas Vander Loubet e Camila Jara também apoiaram o governo.

Apesar de reconhecer o risco de perda de arrecadação para Mato Grosso do Sul, o governador Riedel sempre defendeu a reforma tributária e orientou a bancada a votar a favor. No entanto, Beto Pereira desafiou essa orientação na votação final.

No ano passado, Pereira votou a favor das mudanças no sistema tributário, em linha com Riedel, enquanto Ovando votou contra. Contudo, na votação sobre a inclusão da carne na lista de produtos isentos de impostos, Pereira e os outros "rebeldes" votaram a favor. A medida foi aprovada por 477 votos a 3, com duas abstenções.

A isenção das proteínas animais, defendida pelo setor de alimentos, pela bancada do agronegócio e pelo presidente Lula, foi aprovada através de um destaque proposto pelo PL. A bancada ruralista tentou incluir as carnes na cesta básica com imposto zero desde o início do dia, mas apenas conseguiu a articulação com o apoio da Frente Parlamentar do Agropecuária (FPA) e do Palácio do Planalto.

Apesar de Lula defender a isenção das carnes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), alertou sobre o possível impacto negativo na alíquota padrão do IVA. Segundo o Ministério da Fazenda, a alteração elevaria a alíquota média de 26,5% para 27%.

A reforma tributária foi aprovada no fim do ano passado e agora passa pela fase de regulamentação. O projeto aprovado pela Câmara estabeleceu o novo sistema de impostos sobre consumo, com regras para o funcionamento do IVA, que unificará cinco tributos atuais. Serão criados dois IVAs: um federal, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), e um estadual/municipal, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

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