Avião atinge caminhão dos bombeiros durante cerimônia de boas-vindas

| Créditos: Reprodução vídeo redes sociais


A aviação mundial possui um ato tradicional para celebrar momentos especiais. Seja a inauguração de uma nova rota, uma despedida de um comandante ou, como muitos viram essa semana no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, na despedida da seleção brasileira de futebol que partiu para os Estados Unidos, onde irá disputar a Copa do Mundo. O batismo ocorre quando os veículos do Corpo de Bombeiros do aeroporto se posicionam nas extremidades do pátio e lançam, cada um de um lado, jato de água sobre a aeronave que está taxiando.

Mas em Guayaquil, no Equador, essa cerimônia de boas-vindas, que tinha um voo da companhia aérea espanhola Iberia como protagonista, acabou em incidente. A asa esquerda do Airbus A350-900 atingiu a mangueira de um dos veículos que participava da cerimônia.

A aeronave, matrícula EC-NXD, sofreu o incidente nesta quinta-feira no Aeroporto Internacional José Joaquín de Olmedo, em Guayaquil (Equador), durante a cerimônia do arco d’água, organizada para marcar a primeira operação deste modelo na rota entre Guayaquil e Madri, na Espanha.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a ponta da asa esquerda da aeronave, conhecida como winglet ou sharklet, atingindo um dos caminhões que participavam da tradicional saudação com jatos d’água

A aeronave tinha como destino Madri o voo IB132, mas após o impacto, a tripulação decidiu abortar a decolagem e retornar ao portão de embarque para uma inspeção técnica. Os passageiros desembarcaram enquanto as equipes de manutenção inspecionavam a estrutura da asa, que sofreu danos.

O incidente ocorreu poucos dias depois de a Iberia ter começado a operar esta rota com o Airbus A350, a aeronave de longo curso mais moderna da sua frota. A adição deste modelo à rota Madrid-Guayaquil faz parte do processo de renovação da capacidade que a companhia aérea está a implementar em vários destinos da América Latina.

Não houve feridos em decorrência do incidente. Tanto as autoridades aeroportuárias quanto os serviços técnicos iniciaram uma investigação para esclarecer as circunstâncias do acidente e determinar a extensão dos danos sofridos pela aeronave antes de autorizar seu retorno ao serviço.

Na Espanha, a Aena proibiu esse tipo de prática, alegando razões de sustentabilidade em seus aeroportos devido ao desperdício de água necessário para a criação da fotografia. Arcos d’água só são vistos em instalações como Castellón, operadas pela empresa regional Aerocas, que recentemente realizou uma prática semelhante para dar as boas-vindas às novas rotas da Ryanair sem incidentes, informa o El Economista.

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