Autoridades bolivianas investigam rede de corrupção após captura de Sebastián Marset

| Créditos: Divulgação


A Polícia Boliviana iniciou uma rigorosa auditoria interna para identificar e punir agentes públicos que possam ter colaborado com Sebastián Enrique Marset Cabrera. O uruguaio, considerado um dos principais nomes do tráfico internacional na América Latina, foi preso no dia 9 de março em Santa Cruz de la Sierra e transferido para os Estados Unidos.

Investigação e Reforma Interna O comandante-geral da Polícia, Mirko Sokol, confirmou que a operação de captura foi planejada sob sigilo por meses, utilizando apenas um grupo de elite considerado confiável. O objetivo agora é rastrear quem forneceu cobertura para Marset, que estava foragido desde 2023. Sokol admitiu a existência de diferentes níveis de corrupção na instituição e prometeu uma "limpeza" na corporação para restaurar a credibilidade da segurança pública.

Impacto Político e Cooperação Internacional O caso transcendeu a esfera policial e tornou-se tema de estado. O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, reuniu-se com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir o fortalecimento da segurança nas fronteiras. Os dois países estabeleceram novos acordos de cooperação para combater o crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e crimes ambientais.

Situação Judicial Marset já responde perante o Tribunal Federal de Alexandria, na Virgínia (EUA). Ele é acusado de liderar uma rede que movimentava cocaína da América do Sul para a Europa, utilizando o sistema bancário norte-americano para lavar cerca de R$ 43,5 milhões. Se condenado, o réu pode enfrentar uma pena de até 20 anos de reclusão. Durante a operação na Bolívia, autoridades apreenderam mais de US$ 15 milhões em ativos ligados ao grupo criminoso.

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