Assessor vai a júri popular por morte de pescador em acidente de barco em Aquidauana
- porRedação
- 20 de Setembro / 2025
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| Créditos: Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que o assessor da Casa Civil, Nivaldo Thiago Filho de Souza, irá a júri popular pela morte de um pescador e por lesões corporais em outras duas pessoas, após um acidente de barco em 2021. A decisão, tomada pela juíza Kelly Gaspar Dutra, da Vara Criminal de Aquidauana, pronuncia Souza por homicídio doloso e duas tentativas de homicídio.
O acidente ocorreu em 1º de maio de 2021 no Rio Aquidauana. Segundo a denúncia, Souza, que pilotava a embarcação "Mamba Negra", colidiu com o barco "Beira Rio II" em uma manobra indevida e em alta velocidade, após supostamente ter ingerido bebida alcoólica. A colisão resultou na morte de Carlos Américo Duarte e deixou o filho dele, Câe Duarte, e o piloto Rosivaldo Barboza de Lima feridos.
Após o acidente, o assessor deixou o local sem prestar socorro, sendo posteriormente detido em um posto da Polícia Rodoviária Federal.
A defesa de Souza nega as acusações, alegando que ele não estava em alta velocidade e que teria se jogado na água para tentar ajudar as vítimas. A defesa também pediu que o crime fosse classificado como homicídio culposo, o que o livraria do júri popular.
A juíza, no entanto, considerou que há indícios suficientes de autoria do crime, baseando-se em boletim de ocorrência, perícia e depoimentos de testemunhas. Com a decisão de pronúncia, a magistrada entende que cabe ao Tribunal do Júri, e não a ela, decidir sobre a veracidade das acusações. A defesa de Nivaldo Thiago ainda pode recorrer da decisão.






