Após execução no Danúbio Azul, criminosos intimidam testemunhas por ligações
- porRedação
- 02 de Outubro / 2025
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Moradores da região do bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, onde ocorreu um duplo homicídio na última terça-feira (30), relataram ter recebido ameaças de um grupo que se identificou como facção criminosa. O objetivo das ameaças é impedir que imagens de câmeras de segurança do local do crime sejam repassadas à polícia.
De acordo com informações apuradas, um morador começou a receber ligações anônimas no dia seguinte ao assassinato. Os indivíduos, que se autodenominaram integrantes de uma facção, questionaram sobre a existência de câmeras e exigiram a não divulgação das imagens. Além disso, os criminosos solicitaram transferências de dinheiro via Pix, alegando que os valores seriam usados para pagar advogados de supostos envolvidos. As ameaças incluíram a intimidação de que o morador poderia "ter o mesmo destino" das vítimas se não obedecesse.
Os Homicídios
O crime vitimou Ariel Pina e Allysson Ortiz Braga, no cruzamento das ruas São Luiz de Cáceres e Álvares Penteado. Laudos periciais indicam que Ariel foi atingido pelas costas e na nuca, enquanto Allysson foi ferido no ombro e na coxa. Cerca de dez cápsulas de calibre .40 foram encontradas no local. Testemunhas que estavam em um lava-jato próximo disseram que o atirador efetuou disparos em sua direção antes de fugir em uma motocicleta. O caso gerou grande repercussão e mobilizou viaturas especializadas da Polícia Militar.
Contexto e Investigações
A polícia investiga a possibilidade de o crime estar relacionado a atividades anteriores de Ariel. Ele já havia sido citado em conflitos, incluindo uma tentativa de homicídio contra um ex-sócio em 2024, que, no entanto, compareceu à delegacia para negar qualquer envolvimento no duplo homicídio. Ariel atuava com lava-jato, negociação de veículos e empréstimos, e a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) apura se essas atividades geraram conflitos. As investigações continuam para identificar e prender os responsáveis.
Fonte: Campo Grande News






