Anvisa aprova novo medicamento para tratamento inicial do Alzheimer no Brasil

| Créditos: Pedro Ventura / Agência Brasília

Produzido a partir do anticorpo lecanemabe, o Leqembi é indicado para pessoas com demência leve associada ao Alzheimer, com o objetivo de retardar o declínio cognitivo. De acordo com a Anvisa, o medicamento atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro — acúmulo considerado uma das principais características da doença. O produto é administrado por via intravenosa, na forma de solução para infusão.

Evidências científicas

A eficácia clínica do Leqembi foi avaliada em um estudo envolvendo 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial e presença confirmada de placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes receberam o medicamento ou placebo durante o período de análise.

Segundo a Anvisa, o principal critério de avaliação foi a mudança nos sintomas ao longo de 18 meses, medida por meio da escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating – Sum of Boxes), utilizada internacionalmente para avaliar a gravidade da demência e o impacto do comprometimento cognitivo na vida diária dos pacientes.

No subgrupo analisado, com 1.521 participantes, os pacientes tratados com o Leqembi apresentaram progressão mais lenta da doença, com aumento menor na pontuação da escala em comparação ao grupo que recebeu placebo.

Avanço no tratamento

Embora o medicamento não represente a cura do Alzheimer, especialistas destacam que a aprovação amplia as opções terapêuticas para pacientes em estágio inicial da doença, possibilitando melhor qualidade de vida e maior tempo de autonomia.

Com a decisão da Anvisa, o Leqembi passa a integrar o rol de tratamentos autorizados no país, abrindo caminho para futuras discussões sobre incorporação ao sistema público de saúde e ampliação do acesso à população.

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