Anvisa aprova novo medicamento para tratamento inicial do Alzheimer no Brasil
- porRedação
- 07 de Janeiro / 2026
- Leitura: em 6 segundos

| Créditos: Pedro Ventura / Agência Brasília
Produzido a partir do anticorpo lecanemabe, o Leqembi é indicado para pessoas com demência leve associada ao Alzheimer, com o objetivo de retardar o declínio cognitivo. De acordo com a Anvisa, o medicamento atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro — acúmulo considerado uma das principais características da doença. O produto é administrado por via intravenosa, na forma de solução para infusão.
Evidências científicas
A eficácia clínica do Leqembi foi avaliada em um estudo envolvendo 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial e presença confirmada de placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes receberam o medicamento ou placebo durante o período de análise.
Segundo a Anvisa, o principal critério de avaliação foi a mudança nos sintomas ao longo de 18 meses, medida por meio da escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating – Sum of Boxes), utilizada internacionalmente para avaliar a gravidade da demência e o impacto do comprometimento cognitivo na vida diária dos pacientes.
No subgrupo analisado, com 1.521 participantes, os pacientes tratados com o Leqembi apresentaram progressão mais lenta da doença, com aumento menor na pontuação da escala em comparação ao grupo que recebeu placebo.
Avanço no tratamento
Embora o medicamento não represente a cura do Alzheimer, especialistas destacam que a aprovação amplia as opções terapêuticas para pacientes em estágio inicial da doença, possibilitando melhor qualidade de vida e maior tempo de autonomia.
Com a decisão da Anvisa, o Leqembi passa a integrar o rol de tratamentos autorizados no país, abrindo caminho para futuras discussões sobre incorporação ao sistema público de saúde e ampliação do acesso à população.






