Anabolizantes produzidos de forma artesanal eram divulgados por influenciadores digitais, aponta polícia

| Créditos: Divulgação


A Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma organização criminosa que produzia e vendia anabolizantes e remédios emagrecedores de forma artesanal, sem qualquer controle sanitário. Os produtos, com aparência profissional e rótulos chamativos, eram fabricados em imóveis alugados, com matéria-prima vinda do Paraguai e da China.

A operação resultou em 32 prisões e teve como um dos alvos o influencer sul-mato-grossense Renato dos Santos Lopes, conhecido como “Pobre Loco”, que teve a casa revistada em Campo Grande. Ele não foi preso e alegou apenas divulgar os produtos.

Segundo o delegado Ronald Quene, da 1ª Cerco, o grupo atuava com estratégias de marketing sofisticadas, utilizando embalagens atrativas e influenciadores digitais para gerar credibilidade. As investigações duraram um ano e meio, com infiltrações, quebras de sigilo e rastreamento de cerca de R$ 25 milhões movimentados sem aprovação da Anvisa.

A operação cumpriu 85 mandados de busca e 35 de prisão em 12 estados. Três líderes da organização, com base em São José dos Campos (SP), foram localizados, sendo dois presos no Paraguai. A marca clandestina operava há mais de dez anos, sem autorização legal.

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