Advogada detida em ação contra o crime organizado já tinha sido absolvida de acusação por elo com facção
- porRedação
- 29 de Outubro / 2026
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| Créditos: Foto: Dourados News
Uma nova fase de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) resultou na prisão preventiva da advogada Raianni Caroline Almeida Passos, de 37 anos, e de seu marido, um policial militar, na Operação Consorte (desdobramento da Operação Courrier). A ação ocorreu em Campo Grande e Dourados, contando com o apoio da Corregedoria da PM e da OAB-MS.
Segundo o Ministério Público, a apuração aponta para a existência de um esquema de vazamento de informações sigilosas da segurança pública para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A suspeita é de que o agente de segurança acessava sistemas de consulta restrita e repassava os dados à companheira, que faria a ponte com os criminosos por meio do núcleo conhecido como “Sintonia dos Gravatas”.
Histórico de absolvição na Justiça
Essa não é a primeira vez que a advogada é investigada por supostas ligações com o grupo. Em 2023, o Ministério Público a denunciou por patrocínio infiel, acusando-a de colher depoimentos de investigados em um latrocínio ocorrido em Nova Alvorada do Sul para repassar as informações ao líder da facção, Matheus Maciel Fialho, que estava detido em Campo Grande.
Entretanto, em janeiro de 2025, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) acolheu o recurso da defesa e decidiu, por unanimidade, absolvê-la sob o argumento de atipicidade da conduta, entendendo que a atuação profissional não caracterizou infração penal.
Agora, as novas apurações do Gaeco miram os crimes de violação de sigilo funcional, corrupção e organização criminosa.






