Acusado de disparar contra ex-companheira em posto de combustíveis alega reação impulsiva em julgamento
- porRedação
- 10 de Junho / 2026
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| Créditos: Foto: Geniffer Valeriano
O Tribunal do Júri de Campo Grande iniciou o julgamento de um homem acusado de sequestrar e efetuar disparos de arma de fogo contra a sua ex-mulher. O crime ocorreu em maio do ano passado, no bairro Parati, e o réu confessou a autoria dos tiros durante o interrogatório, que se estendeu por mais de uma hora e meia. No entanto, o homem negou que tivesse a intenção de tirar a vida da vítima, justificando a sua conduta como uma reação momentânea e impulsiva.
De acordo com o depoimento prestado pelo acusado em tribunal, o episódio não envolveu ameaças de morte prévias ou rapto forçado. O homem alegou que ambos mantinham uma rotina de conversas frequentes e que, no dia do ocorrido, dialogavam sobre a possibilidade de reatar o relacionamento. Segundo a sua versão, o veículo parou no posto de combustíveis a pedido da própria ex-companheira, que pretendia utilizar as instalações sanitárias. O réu afirmou que disparou contra a mulher após ela ter começado a correr, descarregando as quatro munições que trazia na arma, cujo calibre e registo remontam a aquisições feitas ao longo de seis anos em viagens fronteiriças.
Por outro lado, a investigação e as denúncias formais apontam para o registo de cinco disparos. Imagens recolhidas por câmaras de videovigilância da zona na altura do crime mostram o momento em que a mulher foi inicialmente abordada na via pública pelo suspeito, que conduzia um automóvel ligeiro, entrando no veículo logo de seguida. Momentos mais tarde, noutro ângulo registado no posto de combustíveis, a vítima é vista a sair da casa de banho e a tentar fugir a pé, momento em que o homem a persegue e efetua os disparos.
Na época do sucedido, a vítima informou que o casal estava separado há dois meses e em processo de divórcio, reforçando que já tinha recusado diversas tentativas de reconciliação por parte do ex-marido devido ao comportamento do mesmo.
A sessão de julgamento contou ainda com o depoimento da vítima, que foi ouvida à porta fechada apenas perante o magistrado e o conselho de sentença. A defesa do réu convocou testemunhas e informantes próximos, que caracterizaram o perfil do acusado como prestativo e indicaram nunca ter presenciado agressões físicas anteriores, embora relatos adicionais tenham descrito a relação do antigo casal como instável e marcada por episódios de ciúmes. O caso segue agora para a deliberação dos jurados.






