A poucos dias das eleições, ministros do STF temem que sessões abertas virem ‘ringue’

Ministros no plenário do STF durante sessão que analisa relatório da PF sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro | Créditos: Foto: Gustavo Moreno/STF


A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) têm demonstrado apreensão com a transmissão ao vivo das sessões de julgamento em plenário em meio à crise.

O temor entre magistrados ouvidos pelo R7 é que o plenário se transforme em um “ringue de disputas políticas e pessoais”, oferecendo munição para as campanhas eleitorais nas redes sociais.

No último julgamento, do dia 15 de setembro, os ministros protagonizaram bate-bocas públicos, transmitidos e replicados em tempo real na internet, com farpas e críticas duras à conduta de colegas. Interlocutores avaliam que a exposição desses embates desgasta a imagem do Judiciário e contribui para ampliar a polarização no país.

Crise

A crise recente se agravou após André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citavam Alexandre de Moraes.

Classificando o documento como “farsa”, Moraes reagiu incluindo Mendonça no inquérito das fake news por abuso de autoridade, ato posteriormente anulado pelo presidente Edson Fachin.

O embate culminou na sessão tensa em 15 de setembro para analisar uma eventual investigação contra Moraes, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

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