“A PF deve ser fortalecida, não limitada”, afirma Fábio Trad ao criticar novo projeto de lei; Assista ao vídeo

| Créditos: Foto: Reprodução/Redes Sociais


A proposta de alteração no chamado Projeto de Lei Antifacção (PL), apresentada pelo relator deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), suscitou uma forte reação de figuras políticas de oposição e da própria Polícia Federal (PF).

Críticos, como o ex-deputado e líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), acusam a mudança de ter um "propósito assustadoramente político" focado nas disputas eleitorais de 2026, com o risco de comprometer a segurança pública e beneficiar facções criminosas.

O ponto central da controvérsia reside na alteração que, segundo a interpretação de Farias e da própria PF, visaria impor a necessidade de autorização prévia dos governadores estaduais para que a Polícia Federal realize operações contra o crime organizado.

Em nota, a Polícia Federal manifestou profunda preocupação, classificando a proposta como um "verdadeiro retrocesso". A instituição argumenta que a medida enfraquece sua autonomia constitucional para agir, podendo inviabilizar grandes investigações e operações que, em moldes semelhantes, ocorreram recentemente sem a necessidade de aval estadual. O governo federal, por sua vez, tem se articulado para impedir a aprovação do texto modificado, alegando que ele representa um enfraquecimento perigoso no enfrentamento das organizações criminosas.

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