“A Dinastia em Detrimento da Nação”


A direita brasileira se aproxima das eleições de 2026 forçada a confrontar um dilema que expõe a tensão entre a competência administrativa e a ambição dinástica. Com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) cotado para liderar a chapa presidencial, a exigência do ex-presidente Jair Bolsonaro de ter Michelle Bolsonaro (PL) como vice cria uma manobra política que ignora o nome mais preparado: a Senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Tereza Cristina: Lealdade Comprovada e Preparo Incomparável

O histórico de Tereza Cristina a coloca em um patamar de preparo que não tem comparação com sua correligionária. Sua trajetória é marcada por resultados concretos na área mais vital para a economia brasileira, o agronegócio, e por uma articulação política sólida.

Como Ministra da Agricultura (2019-2022), a Senadora demonstrou capacidade de gestão em uma pasta complexa, garantindo recordes de exportação que foram cruciais para sustentar a balança comercial e o PIB do país. Além disso, seu preparo para articulações com autoridades mundiais é insuperável. Ela não apenas abriu novos mercados, como também atuou como uma diplomata de alto nível, defendendo o Brasil em fóruns internacionais, como a eleição para a presidência da Junta Interamericana de Agricultura (JIA). Ela fala a linguagem do comércio exterior e da gestão pública com autoridade.

É crucial notar que essa expertise vem acompanhada de fidelidade e lealdade a Jair Bolsonaro. Tereza Cristina foi uma aliada estratégica em todo o governo e continua a ser uma voz que defende com rigor a ideologia de direita no Congresso. Sua indicação uniria a expertise necessária para governar com o alinhamento ideológico e a lealdade demandados pelo ex-presidente.

Michelle Bolsonaro: Força Popular, Vazio de Gestão

Em contrapartida, Michelle Bolsonaro construiu sua relevância política a partir da identidade e do apelo popular, notadamente entre o eleitorado conservador e evangélico. Sua força está em mobilizar a base e personificar a agenda de costumes da direita, o que a torna um valioso ativo eleitoral.

Contudo, sua força reside no campo do engajamento ideológico, e não no domínio do Executivo. Não há, em seu currículo, um histórico de gestão de uma pasta complexa ou de negociações internacionais de alto nível. Seu preparo é para a militância e o carisma, não para a competência administrativa e técnica que a cadeira de vice-presidente exige, especialmente em um contexto de retomada econômica e credibilidade global.

  • A Dinastia em Detrimento da Nação

O ex-presidente Bolsonaro, ao tentar impor a condição familiar para a vice de Tarcísio, está optando pelo projeto pessoal em detrimento do projeto nacional. Ele ignora a incomparável preparação de Tereza Cristina, que oferece a união de lealdade e expertise comprovada em gestão e articulação global, e a necessidade de se ter o nome mais qualificado ao lado do candidato a presidente.

Priorizar o nome da esposa, que traz apenas força popular, em detrimento de quem tem as credenciais de gestão e o conhecimento global – a incomparável Tereza Cristina – é um erro que confunde popularidade com qualificação, pondo em risco a credibilidade da chapa.

A questão que se impõe, portanto, é inevitável e urgente para o futuro da direita e do país:

Até quando o ex-presidente Jair Bolsonaro vai pensar somente nele e na família em vez de escolher o que é o melhor e mais coerente para o Brasil?

Por Alcina Reis

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