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Lá vem ele de novo, o príncipe herdeiro do apocalipse, o "zero três" das ameaças vazias, destilando seu veneno em solo estrangeiro. Eduardo Bolsonaro, o deputado federal que aparentemente acredita que a Constituição é um menu à la carte e que ele tem o poder de mandar a cozinha fechar, soltou mais uma pérola: se não tiver anistia geral para os arruaceiros do 8 de janeiro, "não teremos eleição em 2026."
Que audácia operística! Quem esse projeto de ditador de terceira categoria pensa que é? O porteiro da democracia? Sentado em algum lugar ensolarado dos Estados Unidos, o nosso bravo exilado voluntário (ou será fujão profissional?) destila ameaças de longe. É de uma covardia solar esse modus operandi: fugir do palco principal, cruzar o oceano e, de um lugar seguro, tentar empurrar o Brasil para a beira do precipício.
Falar é fácil, diz o ditado. É tão fácil que até papagaio fala, e com muito mais charme. Mas esse papagaio em particular não apenas fala, ele ameaça a soberania nacional exigindo que o país se ajoelhe para perdoar crimes cometidos por gente que ele próprio ajudou a insuflar. Ele chama a anistia de "defesa tolerável da democracia". Ou seja, "democracia" para ele é a carta Livre de Penalidades do Banco Imobiliário.
O nosso bravo guerreiro da Flórida ainda tem a coragem de criticar deputados que buscam vias legais – como a Dosimetria – para tentar uma revisão das penas, berrando que "só anistia no texto-base". É o típico pirracento que não aceita o brinquedo que ganhou.
Mas a parte mais deliciosa disso tudo é a inocência delirante. Será que ele, de fato, se vê como um líder capaz de mobilizar as massas para um novo golpe? Será que não percebe que suas bravatas anteriores já resultaram em cadeia e multa para inúmeros seguidores incautos? Ele é o maestro que toca a melodia do desastre e deixa a orquestra pagar a fiança. E agora, depois de ter ajudado a levar tanta gente pra xilindró, ele volta pedindo o quê?
Perdão? Não, criatura! Quem comete erros (e crimes) precisa ser punido. E você, Eduardo, é o exemplo vivo e berrante do que acontece quando falta umas boas palmadas na hora certa.
Se hoje desrespeita seu pai, o país e afronta as instituições, é porque, de fato, é um pirracento e mal educado sem postura nenhuma, cujo único poder real reside na capacidade de fazer a gente cada vez mais descobrir suas intenções e nos fazer perder a paciência!
Quem quer ditadura de brinquedo que continue na sua fantasia americana — aqui, a democracia não vai se ajoelhar!
Pode espernear à vontade, senhor. O Brasil vai ter eleição em 2026 e a urna não vai esperar a sua autorização.
E faz um favor aos brasileiros, vai caçar o que fazer de útil em favor do brasil, foi pra isso que foi eleito!
Por Alcina Reis

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