Onça-pintada Miranda se adapta plenamente ao habitat após resgate e reabilitação

| Créditos: Saul Schramm/Arquivo

 A onça-pintada Miranda, resgatada com queimaduras graves nas patas em agosto, está plenamente adaptada à vida selvagem após intensa reabilitação e monitoramento.

Encontrada em uma manilha no município de Miranda com dificuldades de locomoção devido aos ferimentos causados por incêndios florestais, a jovem fêmea de aproximadamente dois anos foi submetida a tratamento intensivo no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) em Campo Grande.  A equipe do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e do Hospital Veterinário Ayty conduziram a recuperação, que incluiu curativos diários e sessões de ozonioterapia.

Após 43 dias, Miranda foi reintroduzida à natureza em uma área selecionada pelo Imasul. Monitorada por um colar VHF com GPS, fornecido pelo Onçafari, ela demonstra excelente estado físico e comportamental. Dados do Onçafari indicam que Miranda explora ativamente o território, alternando entre deslocamentos e períodos de repouso, quando provavelmente se alimenta de presas.

"A história de Miranda é a prova concreta que o conhecimento técnico e parcerias sólidas transformam situações de vulnerabilidade em histórias de sucesso", afirmou André Borges, diretor-presidente do Imasul.

Liliam Rampim, bióloga coordenadora do Onçafari, ressaltou a importância da união de esforços para a preservação da fauna: "O sucesso da recuperação e devolução da onça Miranda reforça a importância da união de diversas instituições trabalhando em conjunto pela mesma causa, em prol do meio ambiente".

O caso Miranda simboliza o impacto positivo da colaboração entre diferentes instituições para proteger a vida selvagem ameaçada. Seu resgate e reabilitação destacam a importância do trabalho integrado para garantir que animais afetados por eventos adversos, como queimadas, tenham uma segunda chance de viver em liberdade.

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