Estudo aponta que substância produzida após consumo de romã pode favorecer o coração
- porCNN
- 30 de Setembro / 2026
- Leitura: em 7 segundos

Uma substância produzida pelo organismo após o consumo de alimentos como romã, nozes e algumas frutas vermelhas apresentou efeitos positivos sobre o funcionamento do coração em pesquisas experimentais. O composto, chamado urolitina A, foi associado à melhora do relaxamento do músculo cardíaco e à redução de alterações que podem comprometer o órgão.
A pesquisa foi realizada por cientistas do King’s College London e publicada na revista científica Science Advances. Os experimentos foram conduzidos em modelos animais e também em tecido cardíaco humano cultivado em laboratório.
O estudo analisou principalmente um tipo de insuficiência cardíaca em que o coração mantém sua capacidade de contração, mas fica mais rígido e apresenta dificuldade para receber sangue adequadamente entre os batimentos. Essa condição pode provocar sintomas como cansaço e falta de ar.
Segundo os pesquisadores, a urolitina A atua sobre uma proteína relacionada ao funcionamento dos vasos sanguíneos e do músculo cardíaco. A ação favorece o relaxamento do coração, etapa importante para que o órgão consiga se encher de sangue antes da próxima contração.
Durante os testes, também foram observadas alterações relacionadas à formação de cicatrizes no tecido cardíaco e ao aumento das células musculares. Em modelos animais, os pesquisadores registraram melhora de até 80% na função cardíaca em comparação com os animais que não receberam o composto. Resultados semelhantes foram observados em tecido cardíaco humano produzido a partir de células-tronco em laboratório.
Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que a descoberta ainda está em fase experimental. Os efeitos observados em animais e em tecidos cultivados não significam que a urolitina A já possa ser utilizada para tratar pessoas com insuficiência cardíaca.
A substância já foi estudada anteriormente em seres humanos e apresentou perfil de segurança considerado favorável, mas ainda são necessários ensaios clínicos específicos para verificar se os benefícios observados no laboratório também ocorrerão em pacientes.
Os resultados, portanto, não significam que simplesmente comer romã seja capaz de tratar doenças cardíacas. A pesquisa abre uma possibilidade para novos estudos sobre a atuação da urolitina A e seu eventual uso futuro em tratamentos cardiovasculares.






