Volta às aulas movimenta papelarias do Centro e exige fôlego extra dos pais em Campo Grande
- porRedação
- 25 de Janeiro / 2026
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| Créditos: Reprodução/Todos Pela Educação
O início de janeiro em Campo Grande tem exigido fôlego extra das famílias. Além dos tradicionais boletos de IPTU e IPVA, a maratona de gastos agora se concentra nas papelarias do Centro da Capital, onde pais e responsáveis encaram corredores e balcões em busca dos itens da lista escolar. Nas calçadas, o movimento cresce aos poucos, dividido entre a tradicional “pernada” de loja em loja e a praticidade dos orçamentos feitos via WhatsApp.
Apesar de o fluxo ainda ser considerado tímido, comerciantes já percebem consumidores que optaram por antecipar as compras. A estratégia, comum entre muitos pais, é aproveitar o período de calmaria relativa para pesquisar preços e negociar descontos antes do pico de movimento, esperado para a segunda quinzena do mês.
A designer Karoline Muller segue uma regra básica: não fechar a compra na primeira loja. Com a lista escolar em mãos, ela percorreu diferentes estabelecimentos do Centro comparando item por item. A tática garantiu economia significativa, especialmente em produtos básicos.
“Até cheguei a fazer orçamentos nas livrarias que a escola sugeriu, mas resolvi pesquisar mais”, contou. “A gente decidiu vir logo na primeira semana. Em outra loja, por exemplo, essa maleta estava perto de R$ 40, e aqui encontrei por R$ 9.”
Já Brenda Keller priorizou a praticidade. Antes mesmo de sair de casa, fez orçamentos on-line e constatou que os valores praticados na internet eram semelhantes aos das lojas físicas. Assim, foi ao comércio apenas para retirar os produtos já escolhidos, economizando tempo.
Otimismo no comércio
Na Rua Calógeras, uma das principais regiões comerciais do Centro, o clima é de expectativa positiva. Segundo Edgar Arena, gerente de uma papelaria tradicional, parte dos consumidores utilizou o 13º salário, ainda em dezembro, para adiantar as compras.
“Em dezembro já começa a aumentar o movimento. A partir do momento em que as escolas entram em recesso, os pais passam a procurar os materiais”, explica. Para atender à demanda, algumas lojas reforçaram as equipes com contratações temporárias.
De acordo com lojistas, o horário de maior movimento neste início de janeiro tem sido entre 11h e 12h, quando muitos consumidores aproveitam a pausa do almoço para ir às compras.
‘Susto’ nas prateleiras
A pesquisa de preços revela diferenças expressivas entre os estabelecimentos. O maior contraste foi observado no lápis de cor, com variação que chega a impressionantes 800%. O conjunto com 12 unidades foi encontrado desde R$ 4,99 em ofertas pontuais até R$ 48,90 em marcas mais conhecidas.
Entre os valores médios encontrados no Centro estão:
Resma de papel (500 folhas): de R$ 27,99 a R$ 31,90;
Caderno de 10 matérias: de R$ 13,50 a R$ 37,00;
Caderno de 20 matérias: de R$ 28,80 a R$ 48,90;
Mochila de rodinhas: de R$ 150,00 a R$ 285,50;
Lápis de cor (24 unidades): de R$ 16,49 a R$ 30,00.
Direitos do consumidor
Na hora de fechar a compra, conhecer a legislação pode evitar gastos indevidos. Conforme a Lei nº 12.886/2013, as escolas não podem exigir materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza ou itens administrativos. Esses custos devem estar incluídos no valor da mensalidade.
A lei também determina que as instituições solicitem apenas materiais de uso individual do aluno, sem impor marcas, modelos ou fornecedores específicos. O Procon-MS orienta que os consumidores comparem preços, exijam nota fiscal e fiquem atentos aos direitos de garantia.
Em caso de dúvidas ou denúncias, o Procon Mato Grosso do Sul pode ser acionado pelo site www.procon.ms.gov.br ou pelo telefone 151.
Com planejamento, pesquisa e atenção aos direitos, os pais tentam equilibrar o orçamento e enfrentar mais um início de ano letivo sem comprometer ainda mais as finanças da família.






