Vídeo: Vereador do União Brasil é criticado após chamar prefeita de “cachorra viciada” durante sessão
- porRedação
- 27 de Agosto / 2025
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| Créditos: Reprodução/Instagram
O vereador Gilson da Agricultura (União Brasil), de Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá, gerou repercussão estadual nesta semana após se referir à prefeita Iraci Ferreira (PSDB) como “cachorra viciada”, enquanto defendia investimentos para assentamentos da região. A prefeita teria enviado um projeto de lei para realocar recursos municipais.
Durante a sessão ordinária da segunda-feira (25), o vereador afirmou que, durante campanhas eleitorais, políticos buscam votos dos assentados, mas depois se esquecem da região. Ele também comparou deputados que concorrerão às urnas em 2026 a quem, segundo ele, só procura vereadores para apoio político.
Vereador de Pedra Preta compara prefeita a cachorra viciada pic.twitter.com/eNqJbwbY0i
— RDNews (@_rdnews) August 26, 2025
“Tem que tomar vergonha na cara e não ficar fazendo na época de política, que nem cachorra viciada dentro dos assentamentos pedindo votos. Meu vocabulário é esse mesmo. [...] Ano que vem está igual cachorra viciada atrás dos vereadores de primeiro mandato para pedir apoio”, disse Gilson na tribuna.
A declaração provocou reação de políticos e autoridades. A deputada Janaina Riva (MDB), presidente da Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, defendeu que o caso seja levado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e classificou a fala como violência política de gênero.
“É um absurdo. A prefeita merece respeito, foi eleita pelo voto popular. Nosso repúdio a essa fala preconceituosa e criminosa, que configura violência política de gênero”, declarou Janaina Riva.
A postura do vereador também foi criticada internamente pelo União Brasil. Em nota, o partido repudiou a fala e reforçou que atos de violência política contra mulheres são inadmissíveis e uma afronta à democracia. A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, também manifestou repúdio nas redes sociais.
“O União Brasil repudia veementemente todo e qualquer ato de violência política, em especial aqueles que buscam agredir, ofender, deslegitimar, intimidar ou silenciar a participação das mulheres”, afirmou o documento assinado pela deputada federal Gisela Simona, presidente da executiva do UB Mulher.






