Vice-prefeita de Dourados mantém pré-candidatura ao Senado e admite trocar de partido
- porRedação
- 12 de Fevereiro / 2026
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Gianni Nogueira diz que missão dada por Bolsonaro está acima de legenda e aponta impasse no PL em MS
A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), reiterou que sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições deste ano está mantida, mesmo que para isso seja necessário deixar o Partido Liberal. Em entrevista, a política afirmou que pretende disputar o cargo e não descarta mudar de legenda durante a janela partidária, entre março e abril.
Gianni citou uma promessa feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria incentivado sua candidatura, e afirmou que sua decisão não depende exclusivamente do espaço dentro do PL. No Mato Grosso do Sul, o partido é presidido pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, com quem, segundo ela, teve apenas uma conversa desde a filiação dele à sigla, no ano passado.
Articulação e impasse no PL
De acordo com a vice-prefeita, ela comunicou suas intenções a Azambuja logo após a chegada do ex-governador ao partido, mas desde então não houve novos diálogos. Segundo Gianni, o dirigente partidário indicou que o PL conta com outros pré-candidatos ao Senado, como Capitão Contar e o deputado Marcos Pollon, além do próprio Azambuja, e que a definição passaria pelo desempenho dos nomes em pesquisas internas.
Fontes ouvidas nos bastidores afirmam que levantamentos internos podem apontar outro nome da direita para a disputa e que o nome de Reinaldo Azambuja não é consenso dentro da legenda.
“Ele sinalizou de forma positiva, disse que o partido tem outros pré-candidatos, citou o Contar, o Pollon e o próprio nome dele, e que a decisão passaria por pesquisas. Como presidente do partido, fez a fala de grupo. Mas não garantiu a vaga”, afirmou Gianni, que diz contar com o aval de Jair Bolsonaro para a disputa.
Diante da indefinição, a vice-prefeita admite encerrar seu ciclo no PL, caso não encontre espaço para viabilizar sua candidatura. “Se eu tiver que encerrar o meu ciclo dentro do PL, vou encerrar, se for necessário. É triste, mas eu preciso dar um passo em torno daquilo que me foi solicitado pelo presidente Bolsonaro”, declarou.






