Vereador Carlão alega pobreza para não pagar custas, mas tem salário de R$ 18,9 mil e patrimônio milionário

| Créditos: Reprodução/CMCG


O ex-presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), declarou hipossuficiência financeira para obter Justiça gratuita em uma ação judicial, apesar de ter salário de R$ 18,9 mil como vereador e patrimônio declarado de R$ 2,4 milhões.

O caso envolve a posse de um trator que Carlão comprou por R$ 120 mil, valor abaixo do mercado, após um casal de produtores rurais de Camapuã ter sido vítima de um golpe na plataforma OLX. A Justiça determinou que o vereador devolvesse o trator ao casal, mas ele recorreu e manteve a posse graças a liminar concedida pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, investigado por suspeita de venda de sentenças e alvo de operações da Polícia Federal.

Durante depoimento na ação de improbidade da Operação Coffee Break, Carlão justificou movimentações financeiras atípicas como resultado da compra e venda de tratores reformados. Apesar da suspeita, ele foi absolvido pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa.

Na tentativa de não arcar com as custas judiciais no caso do trator, Carlão se declarou “comerciante” e afirmou que o pagamento comprometeria o sustento da família. O pedido foi negado em primeira instância, mas aceito por Maran sem exigência de comprovação. O pagamento das custas só foi feito após novo recurso do casal ao TJMS.

Em 2021, ano da compra do trator, Carlão presidia a Câmara Municipal. A disputa judicial continua sem desfecho definitivo.

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