Venezuela reage com mobilização militar à presença dos EUA no Caribe

Radar de alerta antecipado P-18-2M implantado na Ilha Margarita, na Venezuela, apareceu em imagens da FANB | Créditos: Brigada de Defesa Aérea Marítima e Insular via Instagram


O governo de Nicolás Maduro tem intensificado publicamente os preparativos militares e de defesa civil em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, que realizaram manobras aéreas e navais no Caribe. A estratégia venezuelana consiste em uma demonstração de força, mesmo que seu arsenal seja considerado modesto por observadores internacionais, e no reforço de pontos críticos do país.

Entre as principais ações adotadas por Caracas, destacam-se:

Fortificação da Capital: A cidade de Caracas, e sua ligação vital com o litoral, a rodovia Caracas-La Guaira, está sendo fortificada com a instalação de barreiras antiveículos de concreto. Autoridades publicaram imagens desses obstáculos em pontos estratégicos, que seriam o único caminho terrestre prático para um possível avanço de forças externas. O próprio presidente detalhou um "plano de defesa abrangente" para a região.

Demonstração de Sistemas de Defesa Aérea: As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) têm exibido publicamente seus equipamentos de defesa aérea, grande parte de fabricação russa, como o radar P-18-2M e o sistema de mísseis Buk-M2E. O objetivo é reafirmar a capacidade de proteger o espaço aéreo venezuelano contra incursões de aeronaves e drones avançados americanos.

Exercícios Militares e Poder Aéreo: Foram realizados exercícios com munição real na costa, próximos a ilhas inabitadas, e sobrevoos de caças (incluindo Su-30 russos e F-16 americanos mais antigos) a baixa altitude sobre grandes centros urbanos, como Maracay e Ilha Margarita. Especialistas apontam que esses voos utilizam horas operacionais valiosas para destacar as capacidades aéreas limitadas do país.

Mobilização Civil: Paralelamente, o governo intensificou as campanhas de alistamento para a Milícia Bolivariana, uma força de reserva composta por civis. Embora Maduro afirme que a milícia já conta com milhões de membros, a prontidão e o nível de treinamento dessas forças são questionados por analistas externos.

Especialistas internacionais avaliam que, apesar da superioridade militar dos EUA na região, a Venezuela está se preparando para todas as eventualidades no que é percebido como uma "luta existencial" para o regime atual.

Com informações da CNN

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