Vander Loubet diz que ainda é cedo para avaliar atuação de André Mendonça em investigação do Banco Master
- porRedação
- 11 de Março / 2026
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O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) afirmou que ainda é cedo para avaliar a condução do ministro André Mendonça na relatoria do processo que investiga possíveis crimes envolvendo o Banco Master.
Segundo o parlamentar, existem atualmente visões divergentes entre analistas políticos sobre o papel do ministro no andamento das investigações.
“Hoje temos duas visões distintas por parte de analistas políticos. Um setor acredita que a investigação está andando mais com o Mendonça do que com o ministro Dias Toffoli. Porém, há um outro setor que vê com muita preocupação o que está sendo chamado de blindagem do caso, com restrição de acesso aos dados e a concessão de habeas corpus para várias figuras centrais ficarem desobrigadas de irem à CPMI do INSS”, afirmou.
Para o deputado, será necessário aguardar novos desdobramentos do caso antes de fazer uma avaliação definitiva.
Troca na relatoria do caso
O ministro André Mendonça assumiu a relatoria das investigações após reunião entre integrantes do Supremo Tribunal Federal. A mudança ocorreu diante das suspeições levantadas sobre o então relator, o ministro Dias Toffoli.
A Polícia Federal apontou possíveis indícios de crimes relacionados ao caso e destacou a possibilidade de conflito de interesses caso Toffoli continuasse à frente do processo. O magistrado teria figurado como sócio de um resort que recebeu investimentos de um fundo ligado ao Banco Master.
Investigação e liquidação do banco
O Banco Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central do Brasil e é investigado por suspeitas de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões.
Durante a condução inicial do caso, Toffoli adotou medidas consideradas controversas, como a imposição de sigilo às investigações e a determinação de que provas reunidas pela Polícia Federal fossem entregues ao STF.
Outro episódio que gerou repercussão foi a viagem de Toffoli, em novembro, no mesmo avião de um dos advogados do banco para assistir à final da Copa Libertadores da América, realizada no Peru.
A troca na relatoria ocorreu após pressões políticas e questionamentos sobre uma possível tentativa de blindagem no caso, que continua em investigação nas instâncias judiciais e também em debates no Congresso Nacional.






