Vacinas contra a covid rapidez foi fruto de ciência acumulada e deixou legado para o Brasil, diz Fiocruz

| Créditos: Foto: Agência Brasil

A vacinação contra a covid-19, iniciada em dezembro de 2020 com a britânica Margaret Keenan, foi resultado de intensa mobilização global e de décadas de acúmulo científico, e não de improviso. A avaliação é da diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber, que destacou que plataformas como RNA mensageiro e vetor viral já existiam e apenas foram adaptadas para o novo vírus.

Durante a pandemia, a Fiocruz trouxe a vacina Oxford/AstraZeneca ao Brasil, entregando cerca de 190 milhões de doses ao SUS. O instituto iniciou rapidamente a produção de testes diagnósticos e estruturou, em tempo recorde, a transferência de tecnologia, que permitiu ao país produzir a vacina 100% nacional a partir de 2022, com acompanhamento rigoroso da Anvisa.

Além de salvar vidas — estimadas em cerca de 300 mil apenas em 2021 —, o processo deixou um legado estrutural e científico. A Fiocruz ampliou sua capacidade industrial, avançou em terapias de alto custo, como o tratamento para atrofia muscular espinhal, e passou a desenvolver vacina nacional de mRNA contra a covid-19.

O desempenho durante a crise também projetou o Brasil no cenário internacional. Bio-Manguinhos foi escolhido como centro global de produção de vacinas e como hub regional da OMS para a plataforma de RNA mensageiro, reforçando a soberania sanitária do país e sua capacidade de resposta a futuras epidemias.

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