Urandir, ‘pai do ET Bilu’, vai à Justiça contra ex-nora por acusação de pirâmide financeira
- porRedação
- 05 de Fevereiro / 2026
- Leitura: em 8 segundos

O empresário Urandir Fernandes de Oliveira, sócio-administrador da BDM Digital e conhecido nacionalmente como o “pai do ET Bilu”, acionou a Justiça contra a ex-nora por comentários feitos em uma rede social em que ela acusa a empresa de operar como um esquema de pirâmide financeira.
As publicações foram feitas no dia 21 de janeiro, data em que o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou as operações Collusion e Simulatum, que investigam fraudes em licitações em Terenos.
Na ocasião, foi preso o empresário Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa, que já manteve relações comerciais com Urandir. Eli chegou a figurar como sócio em um dos CNPJs da BDM Digital. Em nota anterior ao Jornal Midiamax, a assessoria jurídica da empresa informou que esse CNPJ encontra-se em fase de liquidação e baixa contábil.
Nos comentários publicados no Instagram, a ex-nora escreveu: “Sistema Ponze [sic]! Essa é a verdadeira pirâmide” e “Sócio do BDM, se investigar acha muito mais! [sic]”.
Para a defesa da BDM Digital e de Urandir, as falas “extrapolam qualquer crítica legítima” e imputam à empresa e ao empresário a prática de crime. A assessoria jurídica notificou a mulher para que apagasse os comentários e publicasse retratação, o que não foi atendido.
“Mesmo após regularmente cientificada, a querelada não apagou os comentários, mantendo a imputação ofensiva e potencialmente criminosa em ambiente de alta difusão, agravando a lesão à honra objetiva, credibilidade e reputação da BDM Digital e de seus representantes”, afirmou a advogada Kézia Miranda, que representa a empresa e o empresário.
Ainda conforme a defesa, a mulher foi casada com o filho de Urandir entre 2019 e 2024, com quem teve um filho. Durante o relacionamento, ela teria atuado como empresária que intermediou negócios da BDM Digital. A advogada sustenta que há “contradição objetiva de conduta”, uma vez que, segundo a petição, enquanto manteve vínculo familiar e comercial com o grupo, a ex-nora nunca apontou irregularidades.
“Apenas após o rompimento conjugal e no curso de litígio patrimonial passou a atribuir à plataforma a pecha de ‘pirâmide financeira’, em evidente estratégia narrativa oportunista”, argumenta a defesa.
Com base nos comentários, Urandir e a BDM pedem que a mulher responda pelos crimes de calúnia e difamação. A ação foi protocolada na terça-feira (3). Até esta quinta-feira (5), ela ainda não havia sido intimada.
A reportagem procurou a ex-nora de Urandir Fernandes, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
A assessoria jurídica da BDM Digital informou que o setor de comunicação da Dakila enviaria posicionamento oficial, o que não ocorreu até o fechamento do texto.
Operações Collusion e Simulatum
Em 21 de janeiro de 2026, o Gaeco/MPMS e a Promotoria de Justiça de Terenos deflagraram as operações Collusion e Simulatum para apurar fraudes em licitações da Câmara Municipal e da Prefeitura de Terenos. A ação contou com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Foram cumpridos seis mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na Operação Collusion, além de sete mandados de busca e apreensão na Operação Simulatum, em Terenos, Campo Grande e Rio Negro.
A Collusion investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos públicos ligados à prestação de serviços gráficos ao município e à Câmara Municipal de Terenos desde 2021. Já a Simulatum apura fraudes em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som, também firmados a partir de 2021.






