União Brasil e Progressistas decidem deixar o governo Lula

União Brasil e PP anunciaram saída do governo Lula | Créditos: Arquivo/Divulgação/União Brasil


O União Brasil e o Progressistas decidiram deixar o governo Lula e formalizaram a recomendação para que filiados deixem cargos do Planalto nesta terça-feira (2). A decisão prevê penalidades para quem não cumprir as regras.

A determinação se aplica a comando de ministérios ou ocupação de outros cargos internos. “Todos os detentores de mandato devem renunciar qualquer posição que tenham no governo federal”, anunciou o presidente do União e da federação, Antônio Rueda.

Os dois partidos contam com quatro ministérios, mas a situação de filiados alcança dois postos: o ministério do Turismo, com Celso Sabino, e o do Esporte, com André Fufuca.

O prazo de saída não foi formalizado no anúncio, mas interlocutores relataram ao R7 que a expectativa é de que renúncias avancem ainda hoje.

Sob reserva, representantes confirmaram à reportagem que ministros foram avisados da decisão hoje, não houve reunião para tentar reverter o cenário no Planalto.

Por ser uma decisão ligada a filiados, a adequação não alcança nomes indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem previsão de mudanças no ministério das Comunicações, com Frederico de Siqueira Filho, ou Desenvolvimetno Regional, com Waldez Goés.

A análise de permanência no governo estava nas previsões das legendas desde o primeiro semestre, mas o debate foi acelerado após uma cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela falta de defesa do Planalto em agendas públicas.

A cobrança do presidente causou mal-estar entre alguns titulares e ocorreu depois de evento das siglas com críticas ao governo e da derrota do Executivo na instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que vai apurar as fraudes no INSS.

Compartilhe: