Trump eleva tom contra o Irã e anuncia envio de grande armada naval ao Oriente Médio

| Créditos: Francis Chung/EPA/EFE/Pool

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã nesta quarta-feira (28) ao anunciar que uma “grande armada” naval americana está se deslocando rapidamente em direção ao país, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Segundo ele, a frota é maior do que a enviada anteriormente à Venezuela e é liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a armada segue “com grande poder, entusiasmo e propósito” e está “pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário”. O presidente voltou a pressionar Teerã para que aceite negociar um acordo considerado “justo e equitativo”, que exclua de forma explícita qualquer possibilidade de desenvolvimento de armas nucleares. “O tempo está se esgotando”, advertiu.

Na mesma mensagem, Trump fez referência a uma ofensiva anterior contra o Irã, a Operação Midnight Hammer, realizada em junho do ano passado, descrita por ele como de “grande destruição”. O presidente alertou que um eventual novo ataque seria ainda mais severo. “Façam um acordo. Eles não fizeram, e houve a operação. O próximo ataque será muito mais grave. Não deixem isso acontecer novamente”, escreveu.

Apesar do tom agressivo, Trump sinalizou que ainda prefere uma solução diplomática. Um dia antes, em entrevista, afirmou esperar não precisar usar a força militar, embora tenha mantido a pressão com o reforço da presença naval americana na região. O deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões amplia as opções militares dos Estados Unidos em um cenário de crescente instabilidade.

O anúncio ocorre em meio a uma grave crise interna no Irã, marcada por protestos contra o governo e repressão violenta. Organizações de direitos humanos apontam milhares de mortes, números que são contestados pelas autoridades iranianas. Paralelamente, há relatos de contatos informais entre representantes iranianos e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, embora Teerã negue a existência de negociações formais.

A escalada retórica e militar eleva a preocupação internacional sobre o risco de um conflito mais amplo no Oriente Médio, com possíveis impactos na segurança regional e na estabilidade do mercado global de energia.

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