Transporte coletivo de Campo Grande opera com menos ônibus e registra forte queda no número de passageiros


A frota do transporte coletivo de Campo Grande encolheu nos últimos anos enquanto o sistema também registrou redução significativa na quantidade de usuários. Dados recentes apontam que o número de ônibus em circulação é cerca de 22% menor em comparação ao período anterior à pandemia, ao mesmo tempo em que a demanda de passageiros sofreu uma retração próxima de 50%.

A diminuição do público transportado tem sido atribuída a diferentes fatores, entre eles o aumento do uso de veículos particulares, motocicletas e aplicativos de transporte. A mudança nos hábitos de deslocamento impactou diretamente a operação do sistema, que passou por adequações na oferta de veículos e horários.

Além da queda na demanda, o transporte coletivo da Capital enfrenta desafios relacionados à renovação da frota. Relatórios e levantamentos recentes apontam que parte dos veículos em operação possui idade elevada, situação que tem motivado discussões sobre investimentos e melhorias no serviço.

Especialistas do setor avaliam que a redução de passageiros e a diminuição da oferta de ônibus acabam formando um ciclo que dificulta a recuperação do transporte público. Com menos usuários, a arrecadação cai, o que limita investimentos e pode comprometer a atratividade do sistema para a população.

O cenário reforça o debate sobre alternativas para modernizar o transporte coletivo em Campo Grande e ampliar sua competitividade diante de outras formas de mobilidade urbana.

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