Tereza Cristina defende punição a responsáveis por fraudes no INSS durante CPMI
- porRedação
- 18 de Setembro / 2025
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| Créditos: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Em sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS, realizada nesta quinta-feira (18/09), a senadora Tereza Cristina (CPMI/INSS) reafirmou o compromisso do colegiado em apurar e responsabilizar os envolvidos em desvios de recursos. A declaração ocorreu durante a oitiva de depoentes considerados-chave para as investigações.
"Devagar, com persistência e dedicação, vamos investigar e punir todos que desviaram recursos no INSS e enriqueceram ilicitamente, roubando, durante anos, bilhões dos salários de aposentados e pensionistas", declarou a senadora.
O primeiro a depor foi o advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, que utilizou um habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para garantir o direito ao silêncio e não assinar o termo de compromisso. Amigo do empresário Maurício Camisotti, investigado por supostamente ser um dos beneficiários finais das fraudes, Wilians negou qualquer envolvimento com os ilícitos.
O advogado afirmou não conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", mas confirmou ter um relacionamento de amizade e profissional com Camisotti desde 2015. Wilians foi convocado devido a transações bancárias suspeitas com o empresário e foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal. Durante o depoimento, respondeu a poucas perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), antes de passar a invocar sistematicamente o seu direito de não se manifestar.
A comissão também tinha previstos os depoimentos dos empresários Rubens Oliveira Costa e Milton Salvador de Almeida Junior, além de Tânia Carvalho dos Santos, esposa do "Careca do INSS". No entanto, as oitivas foram adiadas para a próxima segunda-feira (22/09).
Decisões da Comissão
Antes dos depoimentos, a CPMI aprovou em bloco 174 novos requerimentos de investigação. Os parlamentares também decidiram que, a partir de agora, ministros de Estado serão convidados para comparecer à comissão, e não mais convocados, o que torna a presença não obrigatória. Outro ponto debatido foi o pedido de acesso a informações sobre eventuais visitas de investigados ao Congresso Nacional.
A comissão tem um prazo inicial de seis meses para concluir seus trabalhos e já aprovou aproximadamente 780 requerimentos desde o seu início.
Com informações da Agência Senado






