Tereza Cristina apresenta retrospectiva de 2025
- porRedação
- 23 de Dezembro / 2025
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Em balanço divulgado sobre as atividades realizadas ao longo de 2025, uma parlamentar avaliou o ano como marcado por instabilidade política e econômica, com destaque para medidas adotadas no Congresso Nacional em diferentes áreas.
Entre os principais pontos citados está a aprovação do projeto de reciprocidade no comércio internacional, de sua autoria, apresentado como um mecanismo preventivo diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Segundo o relato, a taxação inicial de 10% foi elevada posteriormente para até 50%, sendo parcialmente reduzida após negociações diplomáticas envolvendo parlamentares e o setor empresarial. Ainda assim, itens da pauta de exportação brasileira continuam sujeitos a sobretaxas, diante da ausência de uma mesa formal de negociação entre os governos dos dois países.
No campo econômico, a parlamentar afirmou ter atuado contra a criação de novos impostos e destacou os efeitos dos juros elevados, em torno de 15%. Defendeu a chamada justiça tributária, citando o apoio à isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e a aprovação de legislação voltada ao combate aos grandes devedores contumazes.
Na área de fiscalização e segurança, mencionou a participação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS. Também ressaltou a aprovação de leis que aumentaram penas para diversos crimes, incluindo o feminicídio, que passou a prever punições de até 40 anos de prisão, além de medidas mais rigorosas contra o crime organizado.
Entre os avanços apontados, estão a aprovação de um novo seguro rural, projeto de sua autoria, e a atualização das regras de licenciamento ambiental, após mais de duas décadas de debates, tema no qual atuou como relatora. Também foi citada a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece 1989 como marco temporal para terras indígenas, medida defendida como relevante para a segurança jurídica no campo.
O balanço inclui ainda a relatoria do projeto que trata da regularização de imóveis em faixas de fronteira, a aprovação do Estatuto do Pantanal — que busca conciliar atividade econômica e preservação ambiental — e o envio de recursos a todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Por fim, a parlamentar mencionou a votação, em 2025, da proposta que reduziu penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, classificando a medida como um ajuste necessário. No encerramento, afirmou que o trabalho legislativo seguirá em 2026, com foco em temas considerados prioritários para o país.






