Técnica de queima controlada é aplicada em parque estadual para prevenir grandes incêndios
- porRedação
- 11 de Maio / 2026
- Leitura: em 7 segundos

| Créditos: Foto: Ewerton Pereira/Secom-MS
Com o objetivo de reduzir o acúmulo de material orgânico inflamável, foi realizada uma operação de queima prescrita no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (Pevri), no Mato Grosso do Sul. A ação, conduzida por equipes especializadas entre os dias 1º e 4 de maio, faz parte de uma estratégia de Manejo Integrado do Fogo (MIF) para mitigar riscos de incêndios florestais severos durante o período de seca.
A técnica consiste na aplicação do fogo de forma planejada e sob condições climáticas específicas. No Pevri, a atividade ocorreu em horários de temperaturas próximas aos 30°C, sendo naturalmente interrompida com o aumento da umidade e a chegada do orvalho ao final do dia. Esse método permite a remoção do excesso de biomassa — como folhas e galhos secos — de maneira lenta, o que facilita o deslocamento da fauna local e preserva a estrutura da vegetação nativa.
Monitoramento e Prevenção
Para garantir a segurança da operação, foram utilizadas geotecnologias, incluindo drones com sensores térmicos e câmeras infravermelhas. O monitoramento contínuo permitiu acompanhar o comportamento das chamas mesmo durante a noite e identificar a presença de animais na área de manejo.
A escolha do período para a intervenção considerou as previsões climáticas influenciadas pelo fenômeno El Niño, que tende a elevar as temperaturas e tornar as chuvas irregulares na região. Segundo os especialistas envolvidos, sem a redução controlada desse material combustível, o risco de incêndios de grandes proporções e difícil controle seria significativamente maior durante o inverno e a estiagem.
Recuperação Ambiental
Além da prevenção, o manejo auxilia no equilíbrio do ecossistema ao favorecer a regeneração de plantas nativas e auxiliar no controle de espécies exóticas. O Parque, que abrange mais de 73 mil hectares nos municípios de Jateí, Naviraí e Taquarussu, está inserido no bioma Mata Atlântica, área considerada sensível a incêndios descontrolados.
A prática de queima prescrita tem sido adotada em diferentes unidades de conservação do estado como uma ferramenta técnica para proteger a biodiversidade e evitar danos ambientais e econômicos em propriedades vizinhas






