TCU barra repactuação e futuro da Malha Oeste depende de relicitação

| Créditos: Twitter/ Bill Cassidy


A Malha Oeste, ferrovia que atravessa Mato Grosso do Sul, está sem perspectiva de investimentos por pelo menos mais dois anos. A decisão ocorre após o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivar o pedido de acordo consensual entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Rumo. A única saída agora é a relicitação do trecho.

O processo deve atrasar os investimentos na malha, empurrando a perspectiva de melhorias para depois de 2027. O governo estadual confirmou que a tentativa de renegociação contratual com a Rumo está definitivamente encerrada. O processo de relicitação será conduzido pelo Ministério dos Transportes e deve levar no mínimo 24 meses.

A Malha Oeste, concedida na década de 1990, sofre há anos com sucateamento e falta de investimentos, apesar de ser um corredor estratégico para o agronegócio de Mato Grosso do Sul.

Enquanto a relicitação não avança, o governo busca alternativas com o setor privado, como a possibilidade de grandes grupos assumirem trechos da ferrovia para operar em um consórcio. O governo estadual continua priorizando o modal ferroviário, considerado fundamental para a competitividade logística.

O impasse na Malha Oeste acontece em um momento de crescimento das exportações do estado, que depende cada vez mais de alternativas logísticas eficientes. A indefinição prolongada e o uso do transporte rodoviário, mais caro e menos eficiente, preocupam o setor produtivo.

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