TCE-MS mantém corte de benefícios de conselheiro afastado acusado de lavagem de dinheiro

Conselheiro afastado do TCE-MS, Ronaldo Chadid | Créditos: Divulgação


O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, conselheiro Flávio Kayatt, ratificou parecer da Procuradoria-Geral do Estado contra o pagamento de gratificações ao conselheiro afastado Ronaldo Chadid. Réu por lavagem de dinheiro, Chadid está afastado do cargo desde dezembro de 2022 e tenta, na Justiça, manter o recebimento de penduricalhos que elevavam seu salário mensal a mais de R$ 100 mil.

A manifestação contrária ao pagamento foi assinada pelo procurador estadual Felipe de Quadros dos Santos, que apontou que as gratificações são vinculadas ao exercício efetivo da função — o que não se aplica em caso de afastamento. Com a decisão administrativa do então presidente do TCE, Jerson Domingos, o salário de Chadid caiu para cerca de R$ 51 mil.

Kayatt destacou que o Estado não reconhece direito às verbas solicitadas, por se tratarem de funções que exigem o desempenho do cargo. A Procuradoria também pediu que o recurso do conselheiro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) seja negado por erro de procedimento e perda de prazo.

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