Suzane von Richthofen é acusada de furto em meio à disputa por herança de R$ 5 milhões
- porRedação
- 05 de Fevereiro / 2026
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Prima registra boletim de ocorrência e Polícia Civil avalia investigação; caso pode impactar regime aberto
Em meio à disputa judicial pela herança do tio, avaliada em cerca de R$ 5 milhões, Suzane von Richthofen passou a enfrentar também uma acusação formal de furto registrada pela própria prima, Silvia Gonzalez Magnani. Segundo boletim de ocorrência, Suzane teria se apropriado indevidamente de bens e dinheiro pertencentes ao familiar falecido.
O médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane e de Andreas von Richthofen, foi encontrado morto em 9 de janeiro, na residência onde vivia, no bairro Campo Belo, em São Paulo. Sem cônjuge ou filhos, o falecimento deu início a uma disputa pela administração do espólio e pela partilha dos bens.
Acusação de furto
De acordo com o registro feito por Silvia, Suzane teria retirado da casa do tio uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira/poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro. Com isso, conforme informou o jornal O Globo, Suzane passou a ser formalmente acusada de furto.
Caso a Polícia Civil avance nas investigações e conclua pela ocorrência de crime, a situação pode ter repercussões diretas no cumprimento da pena de Suzane, que atualmente se encontra em regime aberto. Ela foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marisia von Richthofen.
Admissão de retirada de bens
No processo que tramita na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane admitiu ter entrado no imóvel do tio e retirado alguns objetos, entre eles um veículo Subaru XV. Também afirmou ter soldado o portão da residência, alegando que a medida teria sido tomada para proteger os bens que, segundo ela, poderiam integrar sua parte na herança.
Por estar em regime aberto, Suzane está legalmente impedida de cometer novos crimes. Eventual responsabilização criminal pode levar à regressão de regime e ao retorno ao sistema prisional para cumprimento do restante da pena.
Disputa pela herança
Na ação de sucessão, Suzane sustenta ter prioridade na herança por ser a parente consanguínea mais próxima de Miguel. Já Silvia Magnani defende que a administração do espólio fique sob sua responsabilidade, afirmando ter mantido relação estável por mais de dez anos com o médico.
O caso segue em análise nas esferas criminal e cível, e novas diligências da Polícia Civil podem definir os próximos desdobramentos.






