SUS amplia acesso a cirurgia que trata glaucoma e catarata em um único procedimento
- porRedação
- 21 de Setembro / 2026
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| Créditos: Tony Winston/Agência Saúde-DF
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer uma técnica cirúrgica capaz de tratar glaucoma e catarata durante a mesma intervenção. A medida foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em 21 de agosto e publicada no Diário Oficial da União em 17 de setembro de 2026.
A incorporação foi proposta pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), vinculada ao Ministério da Saúde. O procedimento permite a retirada do cristalino, afetado pela catarata, juntamente com a desobstrução do sistema de drenagem do olho, utilizado no controle da pressão intraocular.
A nova abordagem será indicada para pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto em estágios leve a moderado. Entre os benefícios apontados estão menor invasividade, recuperação mais rápida, redução do risco de complicações e melhor controle da pressão dentro do olho.
A secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, destacou que a incorporação da técnica pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, ampliar a adesão ao tratamento e otimizar recursos públicos.
Atualmente, o tratamento inicial do glaucoma na rede pública utiliza principalmente colírios para diminuir a pressão intraocular. Quando a resposta não é suficiente ou há dificuldade para manter o tratamento, podem ser indicados procedimentos a laser ou cirurgias, incluindo o implante de dispositivos de drenagem, como o iStent.
A atualização do protocolo prevê duas técnicas: a goniotomia excisional, realizada por uma pequena incisão na córnea, e a trabeculotomia transluminal, feita com auxílio de microcateter ou fio cirúrgico inserido no canal natural de drenagem do olho.
Segundo dados apresentados pela Conitec, a adoção da goniotomia excisional pode representar economia estimada de R$ 22,4 milhões no primeiro ano e chegar a R$ 93,2 milhões no quinto ano. Considerando cinco anos, a estimativa de economia na substituição do procedimento com iStent pela nova técnica chega a R$ 276 milhões.
O glaucoma é uma doença crônica que compromete o nervo óptico e pode provocar perda progressiva da visão. De acordo com dados da Conitec, está entre as principais causas de cegueira no mundo.






