Surto de Ebola no Congo ultrapassa 2,1 mil mortes e preocupa autoridades de saúde

Profissional de saúde e pessoas deslocadas aguardam enterro de vítimas com suspeita de Ebola em Bunia, na República Democrática do Congo | Créditos: Reuters/Gradel Muyisa Mumbere


A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) alcançou 2.128 mortes e 4.566 casos confirmados, segundo dados epidemiológicos atualizados em 14 de agosto de 2026. O avanço da doença vem ocorrendo em ritmo considerado sem precedentes pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O surto é provocado pelo vírus Bundibugyo e foi oficialmente declarado em 15 de maio. Esta é a 17ª epidemia de Ebola registrada no país e já é considerada uma das mais graves da história. A OMS também classificou a situação como uma emergência internacional de saúde pública.

A expansão da doença tem sido dificultada por conflitos e insegurança em algumas regiões, deslocamentos populacionais, estradas precárias, dificuldades para rastrear pessoas que tiveram contato com infectados e limitações no atendimento médico.

Outro fator de preocupação é a ausência, até o momento, de vacina licenciada ou tratamento específico aprovado contra a variante responsável pelo surto. Os pacientes recebem principalmente cuidados de suporte para controlar os sintomas e reduzir o risco de complicações.

Os primeiros sinais da doença podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção. Febre, dor de cabeça, fraqueza intensa, dores musculares, vômitos, diarreia e dor abdominal estão entre os sintomas. Em casos graves, podem ocorrer sangramentos e comprometimento de órgãos.

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou de cadáveres contaminados. Até o momento, não há casos confirmados relacionados ao atual surto no Brasil, segundo as informações divulgadas pelas autoridades sanitárias.

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