Suprema Corta da Argentina confirma sentença de prisão para ex-presidente Cristina Kirchner
- porCNN
- 10 de Junho / 2025
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Cristina Fernández de Kirchner se levanta para o hino nacional durante uma masterclass como parte da inauguração da escola do Partido Justicialista, no 20º aniversário da vitória de Néstor Kirchner nas eleições presidenciais, no Teatro Argentino de La Plata, em 27 de abril de 2023, em La Plata, Argentina | Créditos: Ignacio Amiconi/Getty Images
A Suprema Corte da Argentina confirmou nesta terça-feira (10) a condenação da ex-presidente Cristina Kirchner a seis anos de prisão e a proibição perpétua de que ela ocupe cargos públicos.
Formado pelos juízes Horacio Rosatti, Carlos Rosenkrantz e Ricardo Luis Lorenzetti, o máximo tribunal argentino se reuniu na tarde desta terça para decidir sua posição sobre o recurso apresentado pela defesa da ex-presidente.
A líder peronista, que governou a Argentina entre 2007 e 2015, foi condenada por irregularidades em 51 licitações de obras rodoviárias em Santa Cruz, província do sul do país, na qual ela e seu falecido marido e ex-presidente Néstor Kirchner desempenharam grande parte de sua vida política.
Sob acusação de administração fraudulenta e prejuízo para a administração pública, a ex-presidente havia sido condenada em duas instâncias judiciais. Então, ela entrou com recurso na Suprema Corte contestando os fundamentos jurídicos da sentença.
A ex-presidente nega participação nas irregularidades e denuncia perseguição judicial com fins políticos. Em declarações recentes, ela qualificou a Suprema Corte de “guarda pretoriana do poder econômico”.
Diante da prisão iminente, Kirchner afirmou na segunda-feira (9) que, no atual contexto, ser presa é um “certificado de dignidade”. Em discurso durante um evento, ela se referiu a políticos que endividaram o país e foram acusados de corrupção, mas acabaram não sendo julgados.
O que acontece agora?
Agora, a determinação da Suprema Corte será informada ao Tribunal Oral Número 2, no qual a ex-presidente foi julgada.
Então, ela será convocada a comparecer ao local para que a prisão seja efetuada. Não há um prazo para que isso aconteça.
Como tem mais de 70 anos, a defesa de Cristina Kirchner pode pedir para que ela cumpra prisão domiciliar. Neste caso, o tribunal precisa decidir em até cinco dias.
Na semana passada, a ex-presidente anunciou que seria candidata a deputada pela província de Buenos Aires nas eleições locais de 7 de setembro. O cargo daria a ela imunidade parlamentar novamente – Kirchner já teve imunidade por ter sido senadora.






