STJ mantém prisão de auditor acusado de cobrar propina e ameaçar atendimento de pacientes

O coordenador estadual de Regulação da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, Ed Carlo Britto Burgatt, está entre os presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) | Créditos: Reprodução


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do auditor e ex-coordenador da Central Estadual de Regulação, Ed Carlo Britto Burgat, de 52 anos. A decisão da Corte rejeitou o recurso apresentado pela defesa, que solicitava a revogação da custódia cautelar ou a substituição por medidas cautelares alternativas.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Ministério Público e pelas autoridades policiais, o investigado utilizava o cargo público para operacionalizar um esquema de exigência de vantagens indevidas. Nos relatórios apresentados à Justiça, consta que o agente público condicionava a liberação de exames, procedimentos de saúde e vagas para internação ao pagamento de propina, chegando a ameaçar a interrupção da assistência médica a pacientes e o bloqueio de atendimentos caso os valores cobrados não fossem repassados.

Ao analisar o pedido de habeas corpus, o STJ fundamentou a manutenção da detenção na garantia da ordem pública e na gravidade concreta das condutas apuradas. O entendimento da Corte apontou que as práticas imputadas ultrapassam o ilícito patrimonial, impondo sério risco à vida e à integridade física de pacientes em situação de vulnerabilidade.

Compartilhe: