Soraya Thronicke pode surpreender novamente e se aproximar do campo de Lula em MS
- porRedação
- 19 de Janeiro / 2026
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| Créditos: Pedro França/Agência Senado
Soraya rompeu publicamente com Bolsonaro e com o grupo político que a apoiou em 2018. Desde então, tem adotado um discurso crítico ao ex-presidente, chegando a classificar antigos aliados como integrantes de uma “seita” por não aceitarem questionamentos ao líder. A senadora já deixou claro que não pretende fazer campanha para candidatos apoiados por Bolsonaro.
A mudança de postura provocou forte reação entre eleitores que formaram a base de sua votação no passado, levando-a a ser chamada de traidora por antigos apoiadores. Consciente da dificuldade de manter esse eleitorado, Soraya passou a direcionar esforços para segmentos que antes estavam no campo adversário, com investimentos do mandato voltados à agricultura familiar, comunidades indígenas e assentamentos rurais.
Essa atuação tem aproximado a senadora de setores tradicionalmente ligados ao PT. Além disso, sua posição firme contra Jair Bolsonaro tem agradado parte da militância petista, que já começa a enxergá-la como uma alternativa viável para o segundo voto ao Senado em Mato Grosso do Sul.
Nos bastidores, aliados avaliam que Soraya pode contar com o apoio direto do presidente Lula, especialmente em um cenário de eventual desistência de Vander Loubet (PT), atual pré-candidato do partido ao Senado. Há quem já trate a senadora como uma possível prioridade do Planalto no Estado.
Vander, inclusive, declarou que busca construir uma chapa no chamado “campo democrático” e citou Soraya Thronicke e Nelsinho Trad (PSD) como opções para compor uma aliança. Nelsinho, no entanto, tende a permanecer fora desse arranjo, já que deve apoiar Eduardo Riedel (PP) ao governo estadual e Ratinho Júnior (PSD) à Presidência, ambos adversários do PT.
Sem espaço nos planos políticos de Eduardo Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja, Soraya encontra maior liberdade para dialogar com a esquerda. Apesar de Mato Grosso do Sul ter um eleitorado majoritariamente conservador, a senadora pode ganhar força ao se alinhar a um presidente que disputará a reeleição com o peso da máquina federal, fator que pode ser decisivo em uma eleição que promete disputa intensa pelas duas vagas ao Senado.






