Sob resistência de moderados, Eduardo quer Itamaraty em possível governo
- porCNN
- 08 de Outubro / 2026
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro já disputa com a ala moderada da campanha do candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) um posto de destaque no Itamaraty, em um eventual novo governo.
O próprio Eduardo já teria dito a um interlocutor que gostaria de ser chanceler em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) ou mesmo embaixador em Washignton.
A ideia porém é rejeitada pela ala moderada da campanha, que defende nomes como o do cientista político e diplomata Marcos Troyjo, que foi presidente do Banco dos BRICS e Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Brasil.
Lideranças do agronegócio também entendem que o melhor caminho é ter um profissional em relações internacionais para exercer a função.
No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o agro havia pressionado para demitir o então chanceler Ernesto Araújo, por entender que suas posições atrapalhavam o diálogo com a China, principal mercado das commodities agrícolas brasileiras.
Na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o entendimento é de que a decisão de Alexandre de Moraes, de expedir mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro mostra que há um limite do que seria aceitável para o ministro, caso seu irmão vença o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alexandre de Moraes tem emitido sinais desde domingo ao bolsonarismo como a progressão da pena da “Débora do Batom”, mas a decisão contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, seria segundo a campanha do candidato Flávio Bolsonaro, para mostrar que haveria um limite até onde o eventual novo governo poderia avançar.
Por outro lado, a campanha entende que a decisão reforça a ideia de que o ministro Alexandre de Moraes persegue o bolsonarismo e que isso o vincula ainda mais ao governo Lula, em uma estratégia que vem sendo explorada pela campanha e considerada bem-sucedida.






