Situação de emergência é decretada em três municípios sul-mato-grossenses após colapso de ponte no Rio Taquari

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O governo de Mato Grosso do Sul oficializou a declaração de situação de emergência por um período de 180 dias nos municípios de Coxim, Corumbá e Ladário. A medida foi tomada em decorrência do desabamento da estrutura viária localizada sobre o Rio Taquari, na rodovia MS-214, ocorrido em meados de agosto, episódio que resultou na morte do condutor de um caminhão e na interrupção do tráfego local.

A resolução emergencial abrange Coxim, ponto direto da ocorrência, e estende-se às localidades de Corumbá e Ladário, localizadas no Pantanal, devido ao fato de a via interrompida constituir uma das rotas de acesso e ligação à região.

Impactos no trânsito e rotas alternativas

Com a interrupção da travessia, os motoristas que trafegam pela região precisam utilizar caminhos alternativos para desvio. O deslocamento no sentido norte deve ser realizado contornando pela rodovia MS-423, enquanto os condutores que seguem rumo ao sul devem utilizar a MS-214 até o entroncamento com a BR-163.

Disposições do decreto e medidas administrativas

Formalizado sob a classificação técnica de "colapso de edificações / queda de estrutura civil", o ato normativo concede respaldo jurídico e administrativo para uma série de ações de apoio e reconstrução:

Mobilização institucional: Autoriza a atuação integrada de órgãos e secretarias estaduais sob o direcionamento e coordenação da Defesa Civil do estado.

Ações de auxílio: Permite a convocação de voluntários e a organização de campanhas para captação de suprimentos e recursos.

Medidas de urgência: Em cenários de risco iminente, agentes públicos ficam autorizados a adentrar propriedades e efetuar evacuações, com garantia de ressarcimento em caso de eventuais danos materiais a terceiros.

Contratações simplificadas: Fica liberada a dispensa do processo licitatório ordinário para a aquisição de suprimentos, bens e serviços destinados ao enfrentamento do desastre. As contratações ficam restritas ao atendimento da emergência, com vigência limite de um ano e proibição de renovação de contrato ou recontratação da mesma empresa.

Apuração das causas e perícia técnica

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) reportou que as análises preliminares efetuadas no local não indicaram irregularidades visíveis a olho nu na estrutura antes do desabamento. Em virtude disso, o governo estadual determinou a realização de uma perícia técnica especializada para diagnosticar as origens do colapso. O trabalho pericial incluirá testes de sondagem, varreduras e inspeções subaquáticas, além de avaliações estruturais aprofundadas no leito do rio.

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