Sidrolândia: Operação contra suspeita de corrupção derruba terceiro secretário; prefeitura alega crise financeira para demitir servidores
- porRedação
- 29 de Outubro / 2026
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O prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL), exonerou Welbet José Biaggi de Amorim do cargo de secretário especial de Administração. A saída, oficializada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (29), representa a terceira baixa no primeiro escalão da administração municipal durante outubro, em meio a investigações sobre possíveis irregularidades em contratos públicos.
Welbet de Amorim foi alvo da Operação Trama Oculta, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga suspeitas de fraudes em licitações envolvendo contratos avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões.
De acordo com as apurações, empresários teriam combinado previamente os preços apresentados em pregões para simular concorrência e aumentar os valores das contratações. A investigação também aponta a possível participação de servidores públicos no esquema, com suspeita de pagamento de propina para favorecer as irregularidades.
Com a exoneração, Welbet também deixou de integrar conselhos, comissões, comitês e outros colegiados municipais dos quais participava em razão do cargo.
Terceiro afastamento em outubro
A saída de Welbet ocorre após outros dois integrantes do alto escalão municipal serem afastados por determinação judicial no âmbito da Operação Dirty. São eles Enelvo Felini Júnior, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, e Cleyton Martins Teixeira, ex-secretário de Agricultura e Abastecimento.
Os episódios ampliam a pressão sobre a administração de Rodrigo Basso, que enfrenta questionamentos relacionados a investigações envolvendo integrantes de sua equipe.
Prefeitura justifica demissões por dificuldades financeiras
Em meio às investigações e após o período eleitoral, a Prefeitura de Sidrolândia divulgou esclarecimentos sobre o desligamento de servidores municipais. A administração alegou enfrentar limitações financeiras e orçamentárias, afirmando que as medidas fazem parte de um processo de reorganização administrativa e adequação do quadro de pessoal à capacidade financeira do município.
A gestão também negou que as demissões tenham motivação político-partidária ou representem perseguição, retaliação ou desvalorização dos profissionais que atuavam na prefeitura.
A administração municipal declarou ainda que não possui relação direta com as fraudes investigadas na Operação Trama Oculta.
As investigações seguem sob responsabilidade dos órgãos competentes, e as suspeitas apontadas ainda dependem da apuração dos fatos e da responsabilização individual dos envolvidos, conforme o devido processo legal.






