Sheinbaum nega acordo com agência antidrogas dos EUA para operações na fronteira
- porR7
- 20 de Agosto / 2025
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Presidente do México, Claudia Sheinbaum | Créditos: REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, negou na terça-feira (19) a existência de um acordo com a DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, para operações conjuntas contra cartéis na fronteira. A declaração contradiz um comunicado da própria agência, divulgado um dia antes, que afirmava que os dois países colaborariam em um projeto chamado "Portero".
Segundo a DEA, o programa uniria investigadores mexicanos, autoridades policiais, promotores e agentes de inteligência dos EUA para identificar alvos em comum, criar estratégias coordenadas e aumentar o intercâmbio de informações. O administrador da agência, Terrance Cole, disse que a iniciativa seria para combater os cartéis que estariam “assassinando americanos com fentanil e outros venenos”.
Sheinbaum, no entanto, rejeitou a versão. “Não há nenhum acordo com a DEA”, disse ela durante sua coletiva de imprensa matinal. A presidente explicou que a única cooperação firmada até agora com a agência norte-americana foi o treinamento de policiais mexicanos no Texas. Ela acrescentou que seu governo negocia um pacto na área de segurança, mas com o Departamento de Estado dos EUA, e não com a DEA.
A presidente também criticou a maneira como a informação foi divulgada. “Qualquer comunicação conjunta é feita de maneira conjunta. Nós não validamos algo que seja emitido por parte de uma instituição do governo dos EUA que não tenha consultado o governo do México”, declarou.
Contexto de tensões na fronteira
O episódio acontece em meio a um aumento da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas ao México e ao Canadá. Trump alega que os parceiros comerciais do T-MEC (Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá) não têm agido de forma suficiente para conter o tráfico de drogas e a entrada de imigrantes, com destaque para o fentanil, substância responsável por milhares de mortes em território americano.
Após assumir o cargo, Trump decretou emergência nacional na fronteira de 3.100 quilômetros com o México e enviou cerca de 9.600 militares para a região. Em resposta, o governo de Sheinbaum também intensificou suas próprias ações, enviando 10 mil soldados à fronteira, ampliando as apreensões de drogas e, em fevereiro, entregando 29 líderes de cartéis à Justiça dos Estados Unidos.
Fonte:R7






