Setor de Celulose: Empresa Solicita na Justiça a Desocupação de Imóveis Ocupados por Ex-Funcionários
- porRedação
- 09 de Julho / 2026
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| Créditos: Divulgação
A empresa Suzano ingressou na Justiça com ações de despejo contra ex-funcionários que continuam ocupando imóveis pertencentes à companhia em Ribas do Rio Pardo. As residências foram construídas para atender trabalhadores envolvidos na implantação do Projeto Cerrado, complexo industrial de produção de celulose instalado no município.
Segundo as ações judiciais, os contratos de locação estavam diretamente vinculados ao vínculo empregatício. Com o encerramento do contrato de trabalho, a permanência nos imóveis deixaria de ser autorizada, conforme cláusulas previstas nos acordos firmados entre as partes e na legislação que regula as locações residenciais.
Além da retomada dos imóveis, a empresa solicita a cobrança de aluguéis e multas contratuais acumuladas após o desligamento dos ex-colaboradores. Em alguns processos, os valores cobrados incluem débitos anteriores à rescisão do contrato de trabalho.
Os documentos apresentados à Justiça apontam que os ocupantes foram notificados para desocuparem voluntariamente as residências, mas, segundo a empresa, os imóveis permanecem ocupados. Diante disso, foi solicitado que a Justiça conceda liminar determinando a desocupação dos imóveis no prazo de 15 dias.
O conjunto habitacional foi construído durante a implantação da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo e recebeu investimento de aproximadamente R$ 57 milhões. Ao todo, foram erguidas 954 casas e entregues 80 apartamentos para atender profissionais que atuaram no empreendimento, que recebeu investimentos superiores a R$ 22 bilhões e abriga uma das maiores linhas de produção de celulose do mundo.
Os processos tramitam na Comarca de Ribas do Rio Pardo, onde a empresa busca a retomada dos imóveis e o pagamento dos valores considerados devidos pelos ex-funcionários.






