Será que “tem preço”? Flávio Bolsonaro exige o retorno do pai para sair da corrida

| Créditos: Reprodução/Redes sociais


O Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom da retórica política ao soltar o verbo sobre suas aspirações presidenciais para 2026. Em uma entrevista à TV Record, o parlamentar deixou claro que há um preço, no mínimo, audacioso para que seu nome seja retirado da pré-candidatura: a liberdade plena e a elegibilidade de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para que ele volte "livre, nas urnas".

A exigência funciona como uma verdadeira "moeda de troca" familiar para o alto escalão da República.

Com o ex-presidente atualmente inelegível e cumprindo pena por condenação que envolve tentativa de golpe de Estado, Flávio descreveu a situação com um toque de drama épico. Segundo ele, o preço exigido é uma "justiça" que visa libertar os "quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados, [e] estão dentro de um cativeiro, neste momento, junto com Jair Messias Bolsonaro".

A encenação sugere que a candidatura do filho é o único trunfo capaz de resgatar o eleitorado, mantido em um cativeiro metafórico, e devolver a liberdade política ao pai.

O Senador garante que, no cenário atual de seu pai preso e inelegível, sua pré-candidatura é "muito consciente" e "não tem volta". Ou seja: o nome de Flávio só sai da disputa se o "resgate" for pago com a anulação das condenações de Jair Bolsonaro. Antes de colocar essa condição como prioridade, o senador já havia sinalizado que a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro também integrava o "pacote de exigências".

A pergunta que fica é: será que a família Bolsonaro realmente acredita que a possibilidade de Flávio concorrer à presidência é um ativo político tão valioso assim, capaz de forçar o sistema judicial a pagar um preço tão alto? A audácia da barganha coloca a desistência eleitoral como um atestado de impunidade.

No fim das contas, a negociação de Flávio parece menos uma estratégia política e mais um teste de quanto momentum ele e seus aliados acreditam ter no balcão de negócios da política nacional.

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