Senadores dos EUA cobram governo Trump sobre possível interferência nas eleições brasileiras

Governo Trump entende que PCC e CV representam risco aos EUA | Créditos: Molly Riley/Official White House Photo


Três senadores democratas dos Estados Unidos enviaram uma nova carta ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na qual questionam a atuação do governo Donald Trump em relação às eleições presidenciais brasileiras de 2026.

O documento foi assinado por Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine. Os parlamentares pedem que o governo dos Estados Unidos esclareça se pretende respeitar o processo eleitoral brasileiro e reconhecer o resultado oficial das urnas.

Na carta, os senadores manifestam preocupação com medidas adotadas pela administração Trump que, segundo eles, poderiam representar pressão ou interferência sobre o Brasil. Entre os episódios mencionados estão medidas econômicas contra o país, sanções aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e outras ações relacionadas às relações diplomáticas entre os dois países.

Os parlamentares também questionam a atuação de Darren Beattie no Departamento de Estado e citam a aproximação do governo Trump com integrantes da família Bolsonaro. A reunião do presidente norte-americano com Flávio Bolsonaro também aparece entre os fatos mencionados no documento.

Outro ponto levantado pelos senadores é a possibilidade de o governo dos Estados Unidos reconhecer o resultado das eleições brasileiras, independentemente de qual candidato seja escolhido pelos eleitores.

A iniciativa ocorre poucos dias depois de outra manifestação de parlamentares democratas. Em 24 de setembro, Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez e outros 29 deputados democratas haviam enviado uma carta a Marco Rubio cobrando explicações sobre ações do governo Trump relacionadas ao Brasil.

O tema também já havia sido tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou esperar que os Estados Unidos não interfiram nas eleições brasileiras. A Abin também informou ao governo federal e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre uma avaliação de risco de influência externa no processo eleitoral.

A eleição presidencial brasileira está marcada para 4 de outubro de 2026, e a discussão sobre a atuação estrangeira ocorre durante a reta final da campanha.

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