Senadores de MS divergem sobre proposta que acaba com escala 6x1

| Créditos: Jefferson Rudy e Pedro França/Agência Senado


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a extinção da escala de trabalho de seis dias por um de descanso, recém-aprovada na Câmara dos Deputados, divide opiniões entre os senadores representantes de Mato Grosso do Sul. Com a transferência da matéria para o Senado Federal, os parlamentares do estado demonstram visões distintas sobre os impactos da redução da jornada para 40 horas semanais e as regras de transição.

Enquanto correntes mais alinhadas à defesa dos direitos trabalhistas e ao governo apoiam a medida sob o argumento de ganho na qualidade de vida e na saúde mental dos trabalhadores, setores ligados ao empresariado manifestam cautela. Estes últimos defendem a necessidade de prolongar os debates na tentativa de negociar contrapartidas econômicas, alegando riscos de aumento nos custos operacionais e potenciais reflexos inflacionários.

O texto aprovado pela Câmara estabelece que a diminuição da carga horária máxima ocorrerá de forma gradual ao longo de 14 meses, além de garantir dois dias obrigatórios de descanso na semana sem que haja redução salarial. A regulamentação exclui profissionais com diploma de nível superior e remunerações que superem o teto de R$ 21,1 mil. A proposta precisará agora passar por duas rodadas de votação no Plenário do Senado antes de ser promulgada.

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