Senadores brasileiros articulam com setor privado dos EUA para tentar adiar tarifa de Trump sobre exportações
- porRedação
- 29 de Julho / 2025
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| Créditos: Divulgação/Assessoria
Diante do anúncio do ex-presidente Donald Trump sobre a imposição de uma tarifa de 50% às exportações brasileiras a partir de 1º de agosto, senadores brasileiros intensificaram nesta segunda-feira (28) as articulações em Washington para tentar reverter ou adiar a medida.
A comitiva liderada por Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, se reuniu com representantes da Câmara de Comércio dos EUA e de grandes empresas americanas. A embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, também participou do encontro, que discutiu a elaboração de uma carta conjunta ao governo americano pedindo a prorrogação do prazo para o início da cobrança da tarifa.
A iniciativa ocorre após nota divulgada pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil e pela Câmara de Comércio dos EUA, classificando a medida como prejudicial à relação econômica entre os dois países. As entidades alertaram para o impacto negativo nas cadeias de suprimentos, aumento de custos para consumidores e perda de competitividade em setores estratégicos da economia norte-americana. Segundo o comunicado, mais de 6.500 pequenas empresas dos EUA dependem de produtos brasileiros, e o Brasil está entre os dez principais destinos das exportações americanas, movimentando cerca de US$ 60 bilhões anuais.
A agenda dos parlamentares inclui reuniões com congressistas e representantes do Departamento de Estado. Nesta terça-feira (29), o grupo deve se encontrar com políticos do Partido Republicano, ao qual Trump é filiado.
No fim de semana, os senadores realizaram reuniões preparatórias. Além de Nelsinho Trad e Tereza Cristina (PP-MS), participaram Esperidião Amin (PP-SC), Marcos Pontes (PL-SP), Fernando Farias (MDB-AL), Carlos Viana (Podemos-MG), Jacques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE).
Até o momento, não houve manifestação oficial do governo dos EUA sobre a possibilidade de revisão da tarifa. A delegação brasileira busca apoio institucional e diplomático para evitar prejuízos econômicos bilaterais.






