Seminário discute desafios e estratégias contra doenças crônicas em Campo Grande

| Créditos: Divulgação/PMCG


Profissionais da saúde se reuniram nesta quinta-feira (04) no III Seminário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), buscou sensibilizar gestores e trabalhadores da Atenção Primária sobre a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado dessas enfermidades, que representam uma parcela significativa das mortes em nível global e nacional.

Dados recentes apontam para um aumento preocupante da mortalidade prematura (30 a 69 anos) por DCNT em Campo Grande, com destaque para as doenças cardiovasculares, especialmente o infarto. A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, enfatizou a necessidade de ações estratégicas para mitigar o impacto dessas doenças na população.

Durante o seminário, foram discutidos os fatores de risco associados às DCNT, como sedentarismo, má alimentação, tabagismo e consumo excessivo de álcool, agravados pela pandemia de Covid-19. A superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiental, Veruska Lahdo, alertou para a alta incidência na faixa etária de 50 a 69 anos, muitas vezes devido à falta de prevenção.

O evento também serviu para a troca de experiências e capacitação dos profissionais da saúde, com painéis sobre o cenário epidemiológico, estratégias de prevenção e casos de sucesso. O secretário-adjunto de Saúde, Aldecir Dutra, ressaltou a importância da iniciativa para aprimorar a assistência oferecida pelo SUS. A coordenadora-geral de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Geórgia Maria de Albuquerque, destacou o potencial de prevenção e controle dessas doenças através da mobilização dos profissionais.

O III Seminário de DCNT reforça o esforço da saúde municipal em qualificar o cuidado à população, priorizando a prevenção e a promoção da saúde no enfrentamento das doenças crônicas.

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