Secretário atribui proliferação de plantas no lago de Mimoso à seca e descarta relação com fábrica da Suzano
- porRedação
- 06 de Outubro / 2025
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| Créditos: Reprodução/Vídeo Campo Grande News
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), Jaime Verruck, afirmou nesta segunda-feira (6) que a proliferação de plantas aquáticas no lago da hidrelétrica de Mimoso, em Ribas do Rio Pardo, é consequência da estiagem e não tem relação com a fábrica de celulose da Suzano.
Segundo Verruck, fenômenos semelhantes ocorrem em outras represas, como Jupiá, no Rio Paraná, em Três Lagoas. Ele informou que a empresa responsável pela usina de Mimoso foi notificada pelo Imasul e autorizada a aumentar a vazão de água e recolher o excesso de vegetação.
A usina de Mimoso, construída em 1971, enfrenta pela primeira vez o avanço das plantas sobre quase toda a área do lago, de 1.540 hectares. Proprietários de ranchos afirmam que atividades aquáticas estão inviabilizadas.
Verruck explicou que a seca intensifica a concentração de matéria orgânica, favorecendo o crescimento das plantas. “É normal nesse período de estiagem. A usina vai ter que retirar o excesso”, disse.
A Suzano, por sua vez, informou que todos os efluentes industriais passam por tratamento e são devolvidos ao Rio Pardo com qualidade superior aos limites legais. A empresa destacou ainda que capta água a jusante do ponto de descarte dos efluentes, o que, segundo ela, garante o controle da qualidade.
Fonte: Correio do Estado






